15:16 16/01/2022
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Coreia do Norte dispara “projétil não identificado”, diz governo sul-coreano

A Coreia do Norte disparou um projétil não identificado, disseram militares sul-coreanos nesta sexta-feira (14), no que seria o terceiro teste armamentístico do país em pouco mais de uma semana.

Este possível teste acontece depois do anúncio feito pelos Estados Unidos, esta semana, sobre a imposição de novas sanções à Coreia do Norte. Em rápida reação, Pyongyang garantiu que nunca renunciará a seu “direito de autodefesa”.

A Guarda Costeira do Japão informou ter detectado “o lançamento, da Coreia do Norte, do que parece ser um ou vários mísseis balísticos, às 14h55 (2h55 no horário de Brasília)”.

Um porta-voz da Guarda Costeira disse à AFP que se está analisando onde caiu e se foi um ou mais objetos. Apesar das sanções internacionais sobre seu programa armamentístico e nuclear, Pyongyang fez dois testes de supostos mísseis hipersônicos, em 5 e 11 de janeiro.

Sanções

Depois do segundo teste, supervisionado pessoalmente pelo líder norte-coreano, Kim Jong-un, os Estados Unidos impuseram sanções adicionais a cinco pessoas ligadas ao programa de armas balísticas. Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte acusou Washington de “escalar intencionalmente” a situação.

Se “os Estados Unidos adotarem uma postura de confrontação, a República Popular Democrática da Coreia será obrigada a ter uma reação mais forte e firme”, disse o porta-voz em comentários publicados pela agência oficial de notícias KCNA, nesta sexta, antes do disparo.

A Coreia do Norte tem “o direito legítimo” de desenvolver novas armas, no âmbito de seu processo de “modernização de suas capacidades de defesa nacional”, acrescentou o porta-voz. O professor Yang Moo-jin, da Universidade de Estudos Norte-coreanos, disse à AFP que o momento escolhido para este suposto teste é “preocupante”.

“A situação é preocupante. A Coreia do Norte fez este disparo imediatamente depois de divulgar um comunicado, no qual assegura que não renuncia ao seu ‘direito de autodefesa'”, afirmou Yang. “A mensagem é muito clara. A Coreia do Norte não vai renunciar a nada, no que se refere às suas armas, e isso apesar das novas sanções”, acrescentou o especialista.

As negociações sobre o programa nuclear da Coreia do Norte estão paralisadas desde o fracasso das históricas cúpulas de 2018-2019 entre o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e Kim. Pyongyang retomou os testes de mísseis balísticos nos últimos meses, realizando vários lançamentos desde setembro passado.

AFP

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