17:02 16/01/2022
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Governo do RS não vai alterar decretos sobre a pandemia, e prefeituras manterão autonomia para decidir sobre grandes eventos

Por enquanto, nada será alterado nos decretos estaduais que tratam dos protocolos de prevenção à covid-19. Os técnicos do governo do Estado apresentaram os números aos comitês das 21 regiões, alertaram para a necessidade de se antecipar a eventuais problemas de falta de leito e combinaram que cada área recolherá sugestões dos municípios para discussão nos próximos dias. Apesar da dúvida de muitos gestores sobre a conveniência da realização de grandes eventos, o entendimento do Palácio Piratini é de que, neste momento, cabe às prefeituras definirem se mantêm ou não as atividades programadas para as próximas semanas.

Este é o caso da Festa da Uva de Caxias do Sul, o maior e mais importante evento do mês de fevereiro. Se a prefeitura de Caxias entender que tem condições de realizar a festa com segurança, o governo não tentará impedir, a menos que a situação da pandemia se altere radicalmente nos próximos dias. A recomendação é para que sejam observados os protocolos de apresentação do comprovante de vacinação, distanciamento, uso de máscaras e de álcool gel.

Na Fronteira Oeste, região do presidente da Famurs, Eduardo Bonotto, os prefeitos acordaram em suspender os rodeios crioulos, tradicionais nesta época do ano, para evitar que se tornem foco de contaminação. Vacaria, nos Campos de Cima da Serra, adiou a realização do seu.

De acordo com o presidente da Famurs, uma das preocupações imediatas dos prefeitos é com as festas e procissões de Navegantes e Iemanjá, em 2 de fevereiro. Ficará a cargo de cada município avaliar a situação e decidir o que fazer.

Em Porto Alegre, o coordenador da Vigilância em Saúde, Fernando Ritter, recomenda cautela aos devotos de Iemanjá e de Nossa Senhora dos Navegantes. Lembra que muitos dos que participam da procissão podem ser classificados como integrantes de grupos de risco e, por isso, não é recomendável que se exponham ao contato com pessoas desconhecidas. Quem quiser participar terá de usar máscara em todo o trajeto.

Carnaval é outro evento que preocupa a população em geral e os prefeitos em particular. Dezenas de prefeituras já cancelaram desfiles e blocos de rua, mas restam dúvidas sobre festas privadas e bailes de salão.

— Por que não pensar em um Carnaval fora de época, com mais segurança para todo mundo — questiona o presidente da Famurs.

Na próxima semana, o comitê de crise reavaliará a situação do Estado à luz dos dados atualizados de casos, internações e óbitos.

ALIÁS

Se até o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, reconhece que os não vacinados são os responsáveis pela maioria das  internações em leitos clínicos e de UTI, os negacionistas não poderão mais dizer que não há prova de que a vacina impede o agravamento da situação.

MIRANTE

  • A menos que a situação da pandemia se agrave, não haverá retorno geral dos servidores estaduais ao teletrabalho. Cada secretaria está monitorando a situação de suas equipes
  • Porto Alegre chegou a 575 servidores com teste positivo para a covid-19. Desse total, 80% estão nas secretarias que exigem trabalho presencial (Saúde, DMAE, EPTC, Serviços Urbanos, DMLU, Fasc, Esporte e Lazer). A saúde responde por 61% dos casos
  • Por causa da covid, o Fórum Social das Resistências manterá a programação prevista para o período de 26 a 30 de janeiro, mas será 100% virtual
  • Por: GZH/ Dep. Jorn. Portal Soledade News

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